18.2.10

Eu ainda possuo sonhos

Quando decidir morrer
E entregar-se à loucura do ócio
venda-me para o trabalho
E panças cheias de merda

Quando decidir ter
E motivar-se ao mais nobre ódio
Vingue-me para o amor
E certezas mal criadas.

Não seria tão fácil
Ir à merda com, ou por, você
Eu já tomei um gole,
e a sobriedade foi embora.
Para sempre até às 4 da madrugada,
Um descanso de duas horas e 3 vontades em 1:
Por a merda no ventilador e sair correndo.

Quando decidir crescer
E soltar-se das algemas
Olhe-me usando teu manto negro
E, oh morte, deixe-me em paz.

Quando decidir esconder
E mostrar-se ao sair
Perdoe-me o meu fardo
E não se esqueça de que eu ainda possuo sonhos.
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