8.9.11

Não, a morte.

Querido e imenso desejo, bloqueado por paredes e tetos,

Há por entre os dedos a saudade desconhecida, o canto de um sorriso distante do medo do Lar, do sinal da escuridão.
Que venhas DESEJO e tire-me a roupa, queimando-me completamente.
Gire o mundo e volte para mim, com toda a sua graça entorpecida pelo ar que refresca e arrepia. Pelo ar que refresca e entontece.

Desejo, seque-me as lágrimas antes que elas atinjam o solo com o teu calor. Porque não há motivos para elas. Porque ainda não há motivos. Eu quero deste olhar, parar em mim este olhar, fazer virar este olhar, até que eu sinta dele o gozo envolvendo-me, pedindo para que não cesse este desejo e que tudo aconteça novamente.
Faça-me ter na palma de qualquer mão as curvas do corpo que me é oculto, dos lábios que senti num sonho frio e imperdoável  tão somente por conta das emoções que os dias me reservam. FOREVER.
A posse do meu veneno é um estímulo inadiável, porquê?
A morte lenta gera dores intangíveis, não queira isso... As dores?
Não, a morte. Não morra nem por um segundo.
Este teu sorriso é eterno.
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