8.5.12

O Desejo mais tenro.

Sinto como se fosse a primeira vez em que eu transitasse na cidade com meus passos gritando liberdade em movimentos circulares girando os pneus da bicicleta que acelerava a minha chegada.
Tornou o meu dia fresco, a chuva. Transformou minha noite só, em saudade do corpo da linda flor de girassol.
Tudo o que se gritava de mim o calor da fumaça dos veículos absorvia em sincronia cósmica, naves e pruridos de cintilantes estrelas, adequadamente aquecidas pela lua do céu no dia: O SOL.
Esta por sua vez, aquecia primeiro as nuvens carregadas de água para regar à terra seca do sertão.
Por vezes acordei pensando nos seus lindos passos sorrindo para mim e gritei para o céu do meu pensamento: Eu a amo demais. Eu a amo demais.
O Liberdade e a Alegria unidos por ventos de verdade e necessidade de estarem juntos.
Para quê?
Para contemplar o amor e o desejo mais tenro.

Por que essa coisa de responsabilidade?
O que foi cativado para si não deve ser cobiçado pelo outro. Aprende-se ser dono do próprio alimento se alguém passa fome. Antes eram os viajantes que pediam.
O que foi cativado para si é a clareza do amor e o clarão do sorriso da alma.
Descobrimos a privacidade e gostamos disso. Respeitamos a tenda de um homem sábio.

'Como você dançaria numa nave sabendo que verá outra estrela bem mais próxima, balançando para todos os lados sem gravidade alguma conhecendo a nova descoberta? Aprendemos que o seres de outro planeta nunca virão em missão de paz, por que nós mesmos enganamos ao povo. Não aprendemos que nós não somos únicos e também nos esquecemos de onde viemos.
Por isso essa falta de amor. Essa coisa de separar. Segregar. O que presta e o que não presta.
Pura perda de tempo.
Deixa a criança correr na terra mesmo.'


Acredito amando.
Criando passos, erguendo, sem fuga.
E chega de fuga.
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