31.7.13

De um Amor para o outro Amor.

Amor, perdoe-me por ter-te aprisionado.
Em meus braços te carrego novamente, mas quando chorares deixe-me as tuas lágrimas secar sabendo de ti se assim quiseres, não por minha vontade. Caso não tenhas respostas diga-me com os teus olhos se a distância é mais eficaz que esse absurdo veneno controlador que emano a caminho da morte, pois mesmo que de certo a muito custo, diria até tardio, eu reconheça que quase te perdi. Quase, pois hoje eu vejo que posso escolher-te em qualquer forma mística materializada em pequenas oportunidades pautadass de estratégias tão frágeis quanto a fruta mais doce que já provei.
Leia isto, Amor, em meu íntimo, pois não quero mais aprisionar-te em mim, comigo, tampouco ensinar-te a ser-me, mas seja a ti mesmo.
Assim o meu íntimo encontrará o teu no pranto da saudade e da verdadeira esperança de saber-nos da realidade, sendo ela linda como a fantasia que nos envolvia.
Permita-se, Amor, ao verdadeiro silêncio de tua barulhenta aclamação. Não dê ouvidos aos que não sabem de ti, pois além do cortejo há a lembrança, o futuro incerto de nós dois e a intangível face fugitiva do cárcere maldito que eu mesmo criei.
A posse é algo inacessível a ti, hoje eu sei, perdoe-me, pois há vergonha em meu semblante, assim,  queira Deus, eu ter aprendido de uma vez por todas.
A ti não cabe, desculpe.
Estou pronto para ti, pois do meu cheiro conheces o cálice e o gozo e assim me queres.
Amor, me fazer trilhar o caminho da humildade e do reconhecimento a saber do alerta me honra agradecer-te.
Por me permitir escolher-te, obrigado.
Sem dores, aliviado, até a próxima carta.

Para sempre seu,

Amor.
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