9.9.13

Além do muro e da porta



Mentes em morte! 
O que está havendo?
Nada, a não ser sorte
Hei de ir, ao vento

Ano 2013
Estações encerradas
A canção e a febre,
Palavras, bocas cansadas

Hei, sim, de ceifar-me
DA vida de outras siriguelas,
Da vida que não ousou poupar-me
Além das pernas, a goela

Leve-me, vida breve
Por favor, leve-me
Eu não sei dançar, escreve
Por favor, leve- me

Deixei a tua loucura
Pela perseguição oculta
De qualquer riso a minha tortura
Sincero, perdido, puta!

Não sei quem sou
Por favor, leve-me
 Nunca sempre estou
Finjo, leve-me

Obrigado!
Deus,
Além do muro dado,
Além da porta, adeus!
Postar um comentário