8.9.13

Cabeça cheia



Não haveria de ser mais uma causa simples.
Ando tão fadigado de emoções.
Eu também gosto dos dias cinzas, darling. Eles me fazem pensar na gasta culpa que não possuo sobre ti. 
Vida, acontece que não quero mais mormaço, nem ar condicionado de outros ares contaminados com inverdades, mas o que posso fazer se eu consumo o tempo castrado de coragem?
Hei de livrar-me indo para longe dessas imagens desses olhos que não me vêem, pois amo as alegorias que não contemplei. Passe de mim.
Eis a clara necessidade, coragem. Acabo por entregar-me ao mal destes séculos de hoje até adiante dos ídolos sufocado pela adrenalina que este corpo não agüenta. Que pena.
Faço-me e a cabeça e a verdade e a mulher e eu, deitados em construção e ausente, desiste de mim, o dono de tudo até a última hora do por do sol.
- Vamos! Coragem, meu amigo, meu espírito obediente, meu conforto frente ao mar, passe de mim a melhor parte de mim enquanto posso gritar qualquer sonho apertado por cintos e sapatos de couro, camisas de botão amassadas, cabelos e barbas feitas a 03 laminas de cortes tão profundos quanto a insensibilidade dos Homens deste século.
Perdoe o murmurar, há de passar como qualquer vício sem sabedoria!
Perdoe-me, estou um pouco angustiado!
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