21.11.13

Reservas do tempo

Há sonhos interrompidos por quem abandona o querer.
Há sonhos realizados e intransponíveis por qualquer razão.
Há verdades que, entregues ao destino, sustentam o poder de tornar suficiente o futuro dos atos deste dito presente.
Choro por não ter condições de desarmar-me mais, pois há muito a ser visto. Há muito a ser visto.
Sinto, acordado, pelos que se foram e nunca mais pude dar a graça de bom dia, sinto pelos que desprezei o calor do abraço, já que assim sentiria a riqueza do afago!
Alegro-me, portanto, de ser este amante, complexo o bastante e saber que num toque sutil sorri.
O que me reservas, tempo?
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