19.1.09

Intensa Vida

É surpreendente ser vivo num mundo onde os mortos de espírito e os gélidos corações não absorvem elementos suficientemente substanciais que fomentam às suas emoções e garantem um equilíbrio entre a sua felicidade e o seu momento de virilidade mais aguda.
No último fim de semana, comecei a descobrir que em mim existe mais do que carne e osso, mais do que cérebro e coração, mais do que sangue e anticorpos: Existe Liberdade, Música e Poesia. Ao descobrir tais artefatos individuais e coletivamente vitais decidi pensar sobre a minha importância dentro do meu rol e dos sentimentos que colho e re-planto para criar as poesias e as melodias que me levam à liberdade extrema(apenas o amor me aprisiona).

Por que chamá-los de artefatos vitais?
A resposta estava em mim quando re-li a minha história e percebi a necessidade de ser mais um sincero infâme que todos ousam em chamar de louco, que todos amam falar sobre as atitudes, que todos odeiam a minha maneira de ser muito romântico, trágico e vingativo( tudo ao mesmo tempo), inclusive feliz.

Qual o meu significado?
Procurei no dicionário dos nomes e ví que meu nome siginificava Justiça divina. somente, Justiça. A partir daí questionei mais uma vez que um livro não poderia ser escrito sem que existisse um tema e ele tampouco existiria se eu não tivesse a cor preta da caneta digital, pois minha letra é muito feia. Contudo o mais Interessante é que o mundo que carregamos nas costas são fatos que iludem o cortejo inútil do ser humano em querer ser mais do que pode e muito menos do que não sabe que realmente é.
Neste último fim de semana, um sábio da nossa literatura, Damário DaCruz - Cachoeira/ba, expressou incitou a frase "Uma imagem vale por mais de mil palavras" e nos questionou sobre a veracidade desse dizer onde realmente, enquanto seres humanamente fotográficos, somos mais atraídos pela comunicação através de imagens que possa remeter a muitas palavras ou interpretações. Contudo, ele isoladamente fez uma pausa e disse-nos como POETA, "Uma palavra valer por todas a imagens". Nossa! Foi como se fogos de artifícios estourassem próximos a mim e eu não tivesse como olhar para o alto diante de tanta magnitude interpretativa. É fantástico e inevitável que quando pensamos por exemplo em AMOR você não se recorde de seus pais ou amigos, ou um urso de pelúcia ou um urso de pelúcia que muito ama, VIDA você não veja uma cena da natureza, uma praia, o nascimento de um nenê ou até mesmo para religiosos, DEUS.

Tal interpretação me fez reconhecer que hoje eu sou fruto do que imagino ou do que realmente eu digo, mas sou o que sou e isso é o que importa.(será?)
As palavras têm força e as imagens nos acompanham em paralelo, pois se é dito PANTERA COR DE ROSA, a sua mente trabalhará para se lembrar do desenho e não do felino enegrecido e com razões carnívoras bastante atraentes.

Quando falo da liberdade, da música e da poesia lembro de humanidade, de Oxossi e Yansã, lembro de Deus e Diabo, lembro que sou uma caixa-preta, uma maneira incerta de saber o que realmente acontece no meu íntimo e você Leia o poema abaixo e talvez entenda:


Poeta Damário da Cruz
poema :Caixa - preta

Sou um homem.
Portanto,
mais que palavra.
Não pronuncio
o sentimento

apenas como palavra.
O que foi dito
ao entardecer
não se confirma
na madrugada.
O que foi visto
no sonho

não se confronta
com a realidade.
Sou um homem.
Portanto,
uma surpresa.
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