4.2.13

Amantes

"O esplendor de poemas incontestáveis sobre a vontade e a saudade d'um amar. Como dói. Corrói.
Algumas malditas palavras ditas desnecessariamente anteciparam a dolorosa e calejada sensação de despedida, eu sei.
 
Ademais, enquanto aquele sorriso mentia para mim, eu já sabia de tudo.
Otário, passado para traz, sentia que eu não estava mais ali, tão cedo havia sido expulso de um sorriso. Havia um amante no sexo, e nos lábios, no olhar, na cura tão esperada que se evidenciava. Dava para ver que não seria eu. Mais uma vez, dava para ver que eu era apenas como um amigo, Pena.
 
Será possível que não disfarçaria só um pouquinho? Será possível que continuaria a olhar para mim assim? Sobre os outros seria mais um aprisionador de almas, um saco que se amarra tentando ser o mais que perfeito imperfeito flutando vazio. Iludido ao acreditar saber voar. Um saco. Vazio e descartável.
 
Enquanto as minhas mãos acariciavam, outro no pensamento, mesmo sabendo não compreendo: Sempre eu saboto o meu destino, por que lastimo? Talvez este não seja ele. Talvez ele não exista. Bipolaridade e esquizofrenia.
 
De olhos fechados, aguardarei outro corpo para enfim me aceitar como um perfeito imperfeito na arte de estar. Bobagem. Eu nunca estou. Insuficiente.
 
Não há do que reclamar, eu tirei/dei o melhor do que só eu sei.
 
A minha vez sentir esta que eu já causei ao deixar de ser otimista: (mesmo por amor)Traição.
 
Experimente um outro fim.
 
Não se preocupe, eu vejo um: 'E viveram felizes para sempre.'   AAAAAAAHAHAHAHAHAHAHA"
 
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