4.2.13

Mandrágoras

"Para com isso.  Achar que sabe de tudo vai te apodrecer. Para.

O primeiro a te sorrir como o amor o faz, não tornam únicas as poesias de um melindroso conquistador.  Sendo assim, perceba que ninguém manda no pudor. Respeite-se.

O veneno quente nas veias, o choque e a tosse. O pulmão acinzentado e a falta de sorte na manhã dum fingir cochilar.

Então, sob a voz doce, um cochichar aflito de fazer-se temerosa ao enlouquecer meio ao amanhecer com a marcante voz. Disfarce.
Não, não era a minha voz, tampouco eu.

Calabouço aberto. Por alguns dias o vento há de não encontrar alguém longe do inferno que se deseja. Levem apenas muita comida, pois precisa-se mesmo é de algo menos cafona que esse jeito de poetizar o sorriso de quem sorri com a mente noutro universo repleto de mandrágoras.

Respeite-se, poeta. Respeite-se, paixão.

Zele-se nesta couraça passageira, pois a gozação de um duende é pior que a de um homem."
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