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12.7.13

Vida

Às vezes no raiar do dia escrevemos histórias de abrir os olhos, transformar em ventania o aroma das flores e dos sonhos.
Só para que o mundo saiba sobre tudo sobre o lindo absurdo da vida, essa desnuda sensação de, em mente, não ser mudo.
Sabe a poética sobre o amor?
Transformei em música a arrefecer e compor a alma, tédio, a ti, a única, o eu, a tulipa de ti. Vida, dias são correntes de águas e não de ferro, feliz, és unânime e paciente, és o vento, a história, o tenro, o sincero, o leve, não gasto.
Vida, sublime centro das atenções e dúvida: Sinta-me e eleve-me, sem tormento e dissabor, pois de ti vejo ao deus dos homens e dos animais e a mãe da natureza.
Permita-me a ti.

27.6.13

Entre nós

Mentiras, velhas mentiras
Queria eu saber da verdade
as suas mentiras
entre harpas e liras.

Não somos castos,
mas exatos entre sexo
noutros tempos exatos
num semblante perplexo.

Consiga o cálice
E frite o peixe.
Bradarei, faça-se
Teu sexo, mero enfeite.

Goze a cara da verdade
"luxurie" a tua esperança
Esqueça a castidade
e minta e encha a pança.

28.1.13

...Santa Maria...


Um acaso insolente.
Um transtorno da transmissão da dor. Da cancerígena dor.
A poesia dever ser reescrita, pois ouvem-se as vozes, os gritos, as saudades, sentem-se as lágrimas enegrecidas pela fumaça que, frente à morte vestida de cinza, nas linhas do medo, impediu ao amor a sua entrada.
Não voltar para casa e não sentir o cheiro do amor.
Os homens que não choravam agora sentem suas entranhas contraindo-se de letárgica perplexidade.
 
Eu, jovem,
perseguido pelo horror
dos anciãos sem sabedoria,
ando sem saber se há justiça
para os que só precisam de um pouco de amor
à vida, ao outro, ao próprio amor.
Eu, triste, não consegui conter as minhas lágrimas, pois,
ainda jovem,
aprendi sobre o lar.
Este causa muita saudade.
 

8.12.12

Mahavishnu Orchestra




Banda criada em 1970 por John McLaughlin (guitarra), e composta em sua primeira formação por McLaughlin, Billy Cobham(bateria), Rick Laird (baixo), Jerry Goodman (violinos elétrico e acústico) e Jan Hammer (piano elétrico, sintetizadores). Essa formação gravou três discos: In the inner mounting flame (1971), Birds of Fire (1972) e Between Nothingness and Eternity, registro do concerto de despedida da banda no Central Park de New York em 1973[2].
No ano seguinte, McLaughlin decidiu experimentar um som mais orquestral e gravou Apocalypse, com a LSO. A formação da Mahavishnu contava então com Narada Michael Walden (bateria, piano, vocais) Ralphe Armstrong(baixo fretless), Jean-Luc Ponty(violinos elétrico e acústico), Gayle Moran (piano e vocais principais), além de um trio de cordas formado por Steven Kindler (violino),Carol Shieve (viola) e Phillip Hirsch (cello). Além de Apocalypse, gravam Visions of the Emerald Beyond e desfazem a formação[2].
Em 1976, McLaughlin, já próximo das sonoridades religiosas hindus, decide fazer uma volta à Mahavishnu "elétrica", convocando Ralphe Armstrong, Narada Michael Walden e o tecladista Stu Goldberg para gravar Inner Worlds, um disco de jazz-rock bastante eletrificado e com boa experimentação eletrônica. Após a participação da banda no Festival de Ealing (Inglaterra), no entanto, McLaughlin arquiva a Mahavishnu [2].
Em 1984, após um longo namoro com o jazz europeu e sonoridades acústicas, John McLaughlin reinventa a Mahavishnu Orchestra, com as participações de Mitchell Forman(teclados), Billy Cobham (bateria), Bill Evans (saxofone) e o menino prodígio Jonas Hellborg (baixo). Gravaram dois discos : Mahavishnu (84) e Adventures in Radioland (87).

Fonte: Wikipedia

! Avisado !

Visão alterada.
Os pensamentos que sobrevoam a razão me fazem perceber da importância de emanar o acaso.
Uma descoberta, um desconforto para outrem: avisado.
As memórias que ocorreram diante do controle absoluto do ego, por linhas horizontais, permitiram-se queixar-se do incômodo de fazer-se útil e oportunista. Objetivo: não estar só.
Um feitio dramático e cínico por atingir o ermo sem perceber.
O mar possui o som que apraz aos meus ouvidos. Isso basta.
Somos o que podemos ser diante de um olhar gatuno sobre a beleza e o desconforto:
- Eu não consigo deixar de gostar dele. (um mero comentário)
A sabedoria está em reconhecer que a motivação da alma está em servir e não em sentir-se. Servir. Não sentir-se.
A alma é, quem sabe nós, sabermos o que dela emana. Assim é o Universo.
Eu acredito.

29.10.12

Perfeição 31:06


(...) Depois de 06 anos, nem todas as escolhas foram tão boas assim.
 Por que?
Sentiu o vento no rosto, o toque de muitas peles, bocas, mas aquela flor aprisionada dentro daqueles olhos tão dóceis eram demais.
Os dias passaram tão leves... fez perceber o quanto desperdiçara.
Doou-sem serviço, pediu apoio, mas em nada poderia ajudar.
Deixou.
Agora é acreditar em si: Ao sucesso ou ao ecstasy.
O objetivo era:
 alcançar a glória e distanciar-se do fardo.
Não conseguiu... Foi para uma outra lua cheia.

23.9.12