7.6.12

Amola-se a foice e esquece-se do cabo, mas quem se importa?
A vida ensina que toda transformação é um estágio conflituoso de sensações e justificações malditas, de ladeiras gigantescas, onde a descida é livre e com vento no rosto, a subida árdua e com suor a ser enxugado pela força de um objetivo.
Ensina que o maior desejo é permanecer em descanso, desde que o trabalho justifique-se por si, que olhar-se  ao amanhecer é purificar-se na beleza do encanto e não do desconhecido, mas do esquecido.
A cama em que se dorme sempre se torna quente e confortável quando se está em paz.

Ensina que é enfadonho insistir em deitar-se sem ser convidado, acusar o medo e não reconhecer a própria insegurança, merecer a alegria do sorriso e transformar em pesadelo um despreparo contínuo para a felicidade.

Ah, vida...quero saber do cheiro e do sabor do mais profundo de todo e qualquer pensamento. Que eu o faça com a certeza de que tudo estará no mesmo lugar ao voltar, para que minhas mãos modifiquem as cores dos meus dias, para que meus olhos contemplem a magnitude das luz do sol, o amor e o sexo da lua cheia, para que meus ouvidos ouçam a voz daquela que possui o meu coração me chamando.

Ah, vida...não reconheço mais os meus passos. Meu sexo é bom, mas isso não é culpa minha.
As palavras transformam o desejo em ameaça, o deleite em orgasmo mútiplo, transformam a fome, a lebre em caça, transformam o Homem, o amor em mantra.

O mágico do novo mundo: EU.
(E você sabe disso)
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